Review: ‘Orphan Black’ tira Evie Cho de cena mas deixa todas as outras perguntas em aberto 'The Mitigation of Competition' ainda revela o mistério de Delphine.

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Comentários rápidos sobre o último episódio de Orphan Black porque você fertilizou os óvulos da minha irmã pela ciência, então você não tem direito de falar…

Difícil começar por qualquer outra coisa que não o final de The Mitigation of Competition: a revelação de que Delphine está viva. Esse foi um segredo bem guardado durante a maior parte da temporada, mas desde The Scandal of Altruism, quando Evil Cho garantiu que ela estava morta, a série vem dado dicas de que isso era mentira.

Isso coloca um problema gigante para o season finale da semana que resolver. Enquanto seria impossível não voltar para explicar a história de Delphine – quem a salvou, onde eles estão (na ilha?), no que ela está trabalhando e por que o pessoal da Neolução não foi atrás dela –,  também vão ter que ser espremidos nesses quarenta minutos a resolução da morte de Duko, a decadência de Evie Cho, as motivações reais de Rachel, o mistério da conexão entre a ilha e o olho robótico, a desconfiança de Adele, isso sem falar em um possível retorno de M.K. e atenção especial para Helena, que passou a maior parte da temporada foragida em uma cabaninha em um parque congelado. É muita coisa, ou seja, um típico season finale de Orphan Black, mas podemos esperar que, para não desviar da qualidade desses últimos episódios, eles encontrem soluções elegantes e econômicas para a maioria desses problemas, e deixem espaço para os dilemas mais fundamentais.

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Com o encontro entre Cosima e Susan, a série aproveita para discutir a ética de toda a ciência envolvida na própria existência dos clones, e de onde vamos daqui para frente. É claro que Cosima quer se curar, e curar Charlotte e outras sestras, e até Ira, mas os debates entre as cientistas deixam claro que Cosima está dividida sobre os métodos usados para tal, e sobre o pai da Neolução, que é “bem fascinante para um racista que acredita que a pobreza é genética”. Esse diálogo representa bem Orphan Black: uma série com um monte de coisas erradas acontecendo, e com um monte de gente fazendo coisas erradas, mas que nunca deixam de ser fascinantes.

Notas:

– “Vocês não se gostam muito, né?” – Ira para Rachel, sobre Sarah.
Ela enfiou um lápis no meu cérebro.

– Que saudade que eu estava do tema musical da Helena…

– Evie Cho é a vilã mais incompetente que a série já teve? Ela durou duas semanas no poder depois de concluir seu “grande plano”?

O que vocês acharam? Comentem ali embaixo!

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Quem escreveu

Ana Carolina Nicolau
Uma caneca de café e um computador fazem meu mundo rodar. Criei o Take148 porque as consequências criativas da cafeína precisam ser compartilhadas. Eternamente dividida entre a televisão e o cinema. Tenho um diploma em Matemática, mas até agora ele só serviu pra me fazer parecer foda. Não que seja mentira.
  • Elis

    Eu esperava que Evie Cho fosse mais esperta que Rachel, mas né… o gene dessas clones é mais forte na hora de causar uma reviravolta hahaha fiquei encafifada com o cisne e as pessoas que Rachel vê através do olho biônico, será que isso é do outro lado da ilha???