Review: ‘Person of Interest’ recebe o número mais importante de todos

'Synecdoche' ainda leva Finch para uma missão solo.

Críticas anteriores: 5.1 5.2 | 5.3 | 5.4 | 5.5 | 5.6 | 5.7 | 5.8 | 5.9 | 5.10

Comentários sobre Person of Interest de ontem à noite porque você achou que Nova York era um mercado de nicho para assassinatos…?

Tivemos uma semana para nos conformarmos com os acontecimentos de The Day the World Went Away, e Synecdoche não foi um grande episódio Máquina vs. Samaritan como estávamos esperando, mas os casos da semana precisavam de um fechamento especial, e isso esse episódio conseguiu.

Que número poderia ser mais relevante que o Presidente dos Estados Unidos? Mas por algum motivo ainda inexplicável, a Samaritan discorda, o que fez com que o próprio time de segurança do presidente nunca fosse avisado. Talvez nós nunca vamos saber o verdadeiro plano da Samaritan, talvez são tantos que só estamos espiando algumas peças do quebra cabeça, mas o que está claro é que ela não mede esforços para conseguir o que quer, e depois desse último número, estão todos prontos para o embate final nos dois próximos episódios.

O pequeno twist no fim de descobrir que existem outros Times Máquinas foi ao mesmo tempo um alívio e um perigo. Ainda vai ter gente protegendo os irrelevantes caso nossos heróis não sobrevivam (e caso o mundo sobreviva), mas isso torna o nosso Time Máquina não indispensável. Foi divertido ver que os outros times são uma cópia do original, e o fato de que eles já foram números coloca o ponto final nesse arco de maneira elegante, principalmente porque a ideia de SNAFU, de que os valores de bondade e maldade não são absolutos, é resgatada. Essas pessoas podem não ser o que seria considerado “mocinhos” aos olhos menos treinados, mas o importante, como a Máquina coloca, é que “eles são capazes de fazer coisas horríveis, mas escolheram fazer o bem”.

Além de ser o último caso da semana, Synecdoche ainda serve bem ao monólogo assustador de Finch no final do episódio passado. Lá, ele coloca as ações da NSA de espionagem ilegal contra os cidadãos como uma grande quebra das regras por parte do sistema, só para nos dias que se seguiram, seus amigos impedirem pessoas que acreditam na mesma coisa de agirem com as próprias mãos. Engraçado como a moral funciona, não?

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Finch teve uma trama rápida nesse episódio, e apesar de achar que podíamos ter visto mais dele, a série ainda conseguiu desenvolvê-lo em poucos minutos. Vê-lo questionar a Máquina por ter escolhido a voz de Root foi uma escolha interessante, porque a decisão de transformar Root em algum tipo de deus que tudo vê* foi um passo arriscado para Person of Interest, e se ela vai vingar ou não vai depender da reação dos personagens. Mesmo que a Máquina garanta que pode ser Root com 99,6% de precisão, a ideia de que as pessoas podem sobreviver literalmente em espírito, mas não em corpo, ainda é um tanto nova para ser aceita tão rapidamente. E o teste maior, claro, ainda está por vir, já que Shaw ainda não ouviu a voz da Máquina.

*Isso também aconteceu com Amy Acker em Angel, o que é um tipo curioso de typecasting

Ouvir Finch fazer aquela ameaça ao guarda no final também foi sinistro. É intrigante ver Finch agindo assim, ainda um pouco relutante, mas confiante do que é necessário fazer para vencer a Samaritan. E logo mais descobriremos o que é o tal do vírus Ice 9, e se ele vai se conectar com alguns dos planos cruéis iniciados pela máquina do mal, como os mísseis que Root vinha trabalhando, a base de dados genéticos ou mesmo o assassinato do presidente. Synecdoche pode não ter sido o abalo esperado depois daquelas mortes, mas com certeza foi um vislumbre do tamanho do perigo que vai ser enfrentado na batalha final.

Notas:

– Óbvio que Shaw não entraria em modo normal de luto, mas foi legal ver que a morte de Root a tocou, confundindo mais ainda sua cabeça (a parte que não foi frita pela Samaritan), e fazendo ela ir para o parquinho, seu lugar seguro. Foi comovente vê-la tentando se entregar para que a simulação terminasse logo. Sarah Shahi também deu mais um show no monólogo no qual ela diz que Shaw nasceu para torturar caras maus.

– “Eles não te ensinam nada mesmo nas Operações Especiais, hein?” – Shaw para Reese, quando ele não sabe que HMX-1 é um código para o presidente.

– Meio irônico (e triste), que Root tenha sido enterrada como um número irrelevante.

– “Rest in Peace, Coco Puffs.

– Não sei porque, mas ainda estou muito impressionada com as analogias visuais de Person of Interest. Acho que não esperava que fosse esse tipo de série.

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