Review: A guerra começa no 100º episódio de ‘Person of Interest’ 'The Day the World Went Away' é o início de um trágico fim.

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Críticas anteriores: 5.1 5.2 | 5.3 | 5.4 | 5.5 | 5.6 | 5.7 | 5.8 | 5.9

Comentários sobre Person of Interest de ontem à noite porque eu flerto nos momentos mais estranhos…

Não é qualquer série que consegue chegar a 100 episódios. A maioria não chega, e quando chega, raramente são tão especiais como The Day the World Went Away. Não poso dizer em comparação com as outras temporadas de Person of Interest, mas em comparação com o resto da televisão, esse episódio foi #PeakTV, foi Era de Ouro da Tevê, foi, junto com 6741, uma das melhores coisas que eu assisti no ano.

Agora está claro que o monólogo no início da temporada não é falado por Root, mas pela Máquina. O telefone toca e não tem ninguém para atender, o metrô está vazio e ela diz não saber se eles sobreviveram, ou se ganharam. Não dá para dizer que não fomos avisados com antecedência da catástrofe que ia se desenrolar, mas isso não suaviza a porrada. E é até meio irônico que tanto Elias quanto Root tenham entrado na série como vilões, mas dar tchau para os dois na mesma hora seja tão sofrido.

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A jornada de Root se completa, e ela passa o episódio inteiro se preparando para morrer, mas também preparando as pessoas em volta dela. Root e Shaw dão as mãos aterrissando um romance que nunca decolou de verdade, mas elas não são do tipo que andam de mãos dadas, elas funcionam melhor debaixo de balas. A declaração de amor sobre existencialismo, formas, Schrödinger e sinfonias conecta as duas para um último combate, e transforma notas dissonantes, barulhos no sistema, em música (e uma música do Moby ainda).

Os últimos momentos que Root divide com Finch são uma tentativa final de convencê-lo sobre a grandiosidade de sua criação. Ela acredita que as pessoas sobrevivem através da Máquina, e mesmo que ela não estivesse pensando em si mesma, isso ganha um significado literal quando a Máquina escolhe sua voz (e um pouco de sua personalidade). No fim, Root e a Máquina se tornam uma só, e a beleza da alegoria faz a morte valer a pena, pelo menos em termos narrativos (não significa que a gente não pode chorar). Ela se sacrifica para defender Finch, a Máquina e o mundo que acredita ser possível com a ajuda dela, e isso encaixa perfeitamente com o pouco que eu aprendi sobre Root nessa quinta temporada.

E temos que admitir que o caminho que a notícia percorreu durante o episódio foi feito de forma brilhante. A série brinca com nossas expectativas, deixa acreditamos que Root estava viva em dois momentos, e o impacto do resultado final é fantástico. As cenas que mostram a reação dos outros personagens são rápidas mas eficientes: Fusco ao lado do corpo gelado e o balançar de cabeça de Reese e a resignação de Shaw, ao som da canção do Nine Inch Nails que dá nome ao episódio.

E quanto ao grande herói de Person of Interest, a incredulidade de Finch de que aquelas pessoas aceitariam arriscar a própria vida para protegê-lo, e de fato vê-las morrer, exerce um papel catalizador ao longo do episódio, de forma que no final, Michael Emerson entrega um discurso arrepiante (procure por Emmys ao final), que certamente não se parece com o Finch que conhecemos, mas que também não soa incompatível, mas como a linha de chegada de uma construção cuidadosa de um personagem que finalmente está ciente de seu talento. Assistimos ao nascimento de um novo Finch, um que lutará até o fim com tudo que tiver mesmo por uma guerra que considera já perdida. É uma homenagem a todas as discussões que ele teve com Root, e também uma homenagem literal ao formidável “Eu não estou falando com você”. O golpe final é quando percebemos que o número de Finch apareceu não porque ele era a vítima, mas o criminoso, o que com certeza oferece uma nova perspectiva para os últimos momentos da série.

The Day the World Went Away é trágico e sombrio e não há nenhum indício de que os próximos e últimos episódios de PoI serão melhores. Mas se assim tem que ser, esse capítulo tira máximo proveito da tragédia, com uma habilidosa execução da mistura entre ação e poesia, violência e emoção, enfim, barulho e música. Esse é o tipo de episódio que define uma série, que marca sua jornada pela longa história da televisão. Finch pode até acreditar que todos que ele ama se irão sem deixar vestígios, mas felizmente não podemos dizer o mesmo sobre Person of Interest.

Coisas (i)rrelevantes:

– “Pegue suas armas, Sameen. Você vai se sentir melhor depois que a gente atirar em umas pessoas” – Root realmente sabia o que funcionava para Shaw.

– Que sorte que o fato de Jeff ser imune à gripe não ajudou em nada suas habilidades como sniper.

– Contei alguns errinhos de continuidade nas cenas de ação, mas escolhi ignorá-los porque se Root pode atirar contra um canhão enquanto dirige virada de costas com o pé, provavelmente aquilo tudo era possível.

– “A arma gigante e uma gominha de cabelo, por favor” – um jeito épico de morrer.

O que vocês acharam? Comentem ali embaixo!

Quem escreveu

Ana Carolina Nicolau
Uma caneca de café e um computador fazem meu mundo rodar. Criei o Take148 porque as consequências criativas da cafeína precisam ser compartilhadas. Eternamente dividida entre a televisão e o cinema. Tenho um diploma em Matemática, mas até agora ele só serviu pra me fazer parecer foda. Não que seja mentira.
  • Lee Santos

    Em um episódio atrás, Elias advertia Finch sobre a natureza geralmente sombria de pessoas como o próprio Finch quando encurralada. Vejamos nos próximos capítulos se o gangster tinha razão. Já passou da hora da radicalização por parte do time da Máquina contra Samaritan e Cia..

  • Stephen Holder

    Acho que agora vamos saber o que aconteceu com Control. Ainda me custa acreditar que ela esteja morta naquele tunel desmoronado….

    • Duda

      Onde você viu isso, Stephen? Ela vai aparecer em algum dos próximos?

      • Stephen Holder

        Hey Duda, não sei mesmo. Mas, se o próximo CPF é o do presidente, e sabemos quem era Control, no mínimo seria uma boa chance dela aparecer, se é que ela ainda esteja viva. Se não, provavelmente ela estava naquele túnel sim morta, junto com os vários corpos de pessoas desaparecidas. E será que Zoe ainda aparece?

  • Stephen Holder

    Eu já revi
    esse episódio umas “trucentas” vezes tentando entender os diálogos.
    Sinceramente os produtores estão brincando com a gente. Lembram de Finch
    ensinando a Machine a jogar xadrez? Eu aconselho vocês a reverem If-Then-Else e
    revejam cada cena do Finch ensinando a Machine a jogar com bastante atenção.
    Façam isso. Inclusive Ana, aconselho a você a ver também. Não vai quebrar mais
    regras, afinal você tá vendo a série pelo fim. Eu estou decididamente começando a acreditar
    que o que estamos vendo é uma partida de xadrez, Samaritan v Machine! Notam
    como as coisas mudam nesse episódio, parece jogadas. O
    problema é que os produtores são tão bons, nos fazendo acreditar que aquele
    diálogo todo poderia ser apenas para entendermos o que aconteceria naquela
    episódio, e se não for? Nem a gente mais sabe o que é real e não real. E se for
    para a gente entender o que acontece agora? Eu vou ficar com essa teoria. Isso
    é o que dá ler crimes… eu acabo viajando demais!

    • Iago conceição grigorio

      eu lembro do encontro com o avatar do demo. mas… não acho que os produtores fariam isso conosco. Por um lado seria legal que a Root não morresse, porém ser enganado por tanto tempo seria frustante! Ademais, na batalha dessas IAs, não devemos descartar nada.
      kkkk, talvez de tanto assistir o episódio Nº 100 e ouvir a conversa da Root, você começou a pensar que nem ela: “Sou louca e o mundo é só uma simulação”. só assisti duas vezes esse episódio, acho que esse papo da Root ainda não me afetou!

  • Iago conceição grigorio

    Que episódio, que episódio!! Inefável.
    Que nostalgia aquele momento que Reese diz para Harold que só estar protegendo um CPF, e completa dizendo que foi para isso que foi contratado!
    O que dizer de Root!? Falou coisas Incríveis, emocionantes e certíssimas. Fenomenal quando ela diz que a máquina de tanto observar o “time máquina”; conhece cada um melhor, do que eles próprios. Fato para nós confirmado no final; todos do time achava que Finch era a vitima da vez mas, KABUMMM… A máquina enviou o CPF de um criminoso.
    Deve ser licença poética. Em alguns momentos, alguém do time adentra numa residência domestica, e é baleado, mas tudo bem, salvo pelo colete. outras, vão enfrentar o demo; esquece do colete! Não digo isso como uma maneira de tentar salvar a Root, já que o tiro que ela sofreu devia rasgar um colete fácil (dessa vez não era ela que estava com a maior arma do quarteirão). Se Root estivesse de colete, talvez doesse menos em mim!

  • Black

    Uma critica espetacular para um episódio espetacular, conheci seu site hoje e gostei do cartão de visitas.

    Talvez você tenha aquilo que procuro a tempo na Internet: opinião inteligente que enxerga aquilo que ninguém mais vê.

    • Ana Carolina Nicolau

      Nossa, que elogio! Obrigada, Black, volte sempre!

    • Stephen Holder

      Imagina quando ela assistir tudo? Vai ter que fazer um resumão!

      • Duda

        Eu estou esperando o momento em que a Ana vai cobrir as temporadas passadas, tipo, review de cada season mesmo, porque é episódio pra caramba. Aí dá uns toques especiais nos melhores epis, aehhh!

        • Stephen Holder

          Apois!

        • Iago conceição grigorio

          ahahah, também espero que ela faça isso.

  • Duda

    Voltei só pra perguntar a Ana, se ela reconheceu o estilo de Ramin Djawadi na trilha sonora de POI. Então, pois é, hahahaha, além de toda a matança até isso POI e GOT tem em comum. Tuas séries tops, com trilhas compostas pelo mesmo gênio.

    • Ana Carolina Nicolau

      Duda, pra ser bem sincera eu não tinha reparado a semelhança da trilha instrumental, apesar de já ter notado que a trilha de Person of Interest é bem legal, principalmente a música tema que abre a temporada e se repete em variações diferentes em quase todos os episódios. Mas o que me chamou mais atenção em The Day the World Went Away foi o uso da música pop mesmo, foi demais! The Americans faz isso direto, e agora PoI deu um show.

      • Duda

        A trilha pop mesmo é bem legal, tem músicas que marcaram muitos episódios. Mas você tem que ouvir mesmo foi a que o Djawadi compôs como tema do Finch e da Grace. Olha, nem eu que não ligo muito pra essas coisas fiquei emocionado quando essa música tocou em momentos que eles estão juntos, quase chorei, hahahahaha.Quase, vou chorar se eles se encontrarem de novo de verdade mesmo, juro.

        • Stephen Holder

          Tem mais Moby Ana. No final de 4×12 tem uma tocada em uma cena épica de poi! Lembra Duda? A trilha de PoI é demais! Tem no spotify todos os cds…pelo menos aqui na Europa tem disponível. Esperando para ouvir o novo do Djawadi. Aquela música que tocou no final quando a Shaw tava para fugir da prisão, na conversa com o agente, eu gostei daquela música. Vamos lá Duda, todo mundo vai ser feliz! lol

          • Duda

            Hahahahaha, vamos esperar que sim, Stephen, tudo o que a gente quer é ser feliz vendo o povo feliz hahaha. Lembro sim da música. E no 2×8 também tem Moby no finalzinho, lembra?

          • Iago conceição grigorio

            não sabia que tinha no spotify. indo escutar agora!
            valeu pela dica

  • Duda

    Esse episódio foi simplesmente, brilhante, magnífico, devastador. O engraçado é que a série, ao mesmo tempo que tenta agradar os fãs com afagos do tipo visto em 6,741, não tem medo de causar essa sensação de tristeza, de desapontamento, em prol daquilo que eles sempre tiveram em mente para a história e seus personagens. Não dá pra negar que é preciso muita coragem pra acreditar que possa se sustentar até a final sem a presença física da Root, mas eu acredito que vão conseguir sim. Faz sentindo o que aconteceu a ela e ao Elias agora porque, porra, esse é o episódio 100, e talvez esse número seja mais importante para os produtores do que o próprio SF, já que como você mesmo disse, Ana, poucas conseguem chegar a esse número. Parando pra pensar um pouco sobre esse episódio e o 9 comecei a achar que a série pode estar voltando para o seu começo. Toda essa coisa de voltar a lugares comuns da primeira temporada, como a ponte e agora ao conjunto de prédios onde o Elias morava me passa essa sensação. Será que vamos matar uma saudade da biblioteca também? Que incrível que isso seria, quando destruíram ela aquela cena acabou comigo. As vezes fico achando que no final, novamente, pode ser que só fique o Finch, o Reese e a Machine. E Ana, essa foi a sua melhor review, certamente o fato de estar mais familiarizada com a série ajudou bastante. Agora vai começar nossa preparação para sofrer de abstinência de POI, só um por semana, e daqui a 3 episódios, essa série linda e incrível estará na lembrança de quem acompanhou com muito carinho. Sempre vou gostar de POI, não importa o que acontecer agora, porque essa série já me deu momentos incríveis e ainda acho que vem mais por aí.

    • Iago conceição grigorio

      Também gosto disso Duda, é bom quando a série dar uns afagos nos fãs, mas não se dobra totalmente a eles, e concretiza de fato aquilo que eles realmente conceberam para a série.
      sim. Você se superou nessa review Ana!

  • TN

    Eu concordo com tudo dito, o episodio foi brilhante, sombrio e emocionante, porem discordo também, achei a homenagem Machine/ Voz Root mais que merecida e tals, mas acho que erraram em já matar Root ontem, todas essas coisas poderiam ter acontecido na Finale, pq o episódio de ontem foi isso a despedida do show. Não consigo ver quaisquer dos outros episódios superando ou sequer suprindo o rombo causado pelo 10, acho que Root foi quem mais acreditou na Machine até mesmo q o próprio Finch, q aprisionou a maquina com medo de si, não de sua criação. O justo pra personagem seria como ela diz a Shaw no 6741 transformar o Samaritan em uma cassio ou em joguinho pra criança, e saber q a voz e personalidade escolhida pela Machine foi a dela, a pessoa que mais se dedicou e acreditou nela (mesmo sendo uma Maquina). O episódio foi ótimo mas a morte de Root só seria realmente justa no fim da série, afinal sabemos que não voltará não custava ter dado à ela assim como ao demais a chance de estar presente até o ultimo minuto do show. Imagino q vão dizer mas ela estará como a Machine mas não é a mesma coisa, afinal uma coisa que Root trouxe ao show foi a identidade da Machine, então ontem não via Root morta vi a Machine, até pela interpretação da Amy considero justo que todos estivessem até o episódio final. Mas acho que esse desabafo é a tristeza falando pela falta que POI já está fazendo .

    • Stephen Holder

      TN, eu realmente acreditava que quem ficaria para contar toda essa história seria a Root, por tudo que ela fez. Quero mesmo ver como será esses três episódios sem ela. Eles não vão nos decepcionar! De todo jeito ela estará lá até o fim, mesmo que seja somente a voz.

      • TN

        Desde a primeira aparição já vi algo na Root, não achei q o 1×23 seria a unica não, amei a homenagem mais do que justa a Machine adquirir a voz e personalidade de quem a amou e acreditou incondicionalmente, pq Finch a construiu porém não conseguiu ama- la por medo de si. O digno seria root saber q foi escolhida pela Machine, morrer dentro daquele carro foi Pobre … nem sei o q expressar, imaginei Root explodindo o mundo só pra salvar a Machine e desejava q fosse realmente assim, não estou reclamando por ela ter morrido pois sempre soube q ocorreria, mas achei q ela teria o privilégio de ver a Machine finalmente Livre, mostrando ao Finch aquilo q ela sempre soube, isso seria digno de Root. Ser a voz da Machine é muito, mas a presença em si da personagem trouxe ao seriado uma leveza, sabe aquele “Q” q falta em alguma (pequeno mas da sensação de falta algo), Root preencheu.

        • Esdras Dutra

          Mas, se pararmos pra pensar, é como a Ana falou: Root já vinha preparando o terreno há muito tempo para MORRER pela Machine ou por Harold.
          Ela se despedir nesse episódio 10 pode ter sido um grande trunfo.
          Pq agora, sem a Imortal Root, o time fica desfalcado. Mas, temos Machine com a “personalidade” da Mrs. Grooves e, pelo telefonema, dá pra ter uma ideia de que agora a comunicação está mais aberta do que a penúltima versão da Machine.
          Então, eles tiraram Root, mas Root permanece no show.
          Se achávamos a Machine muito “humana”, agora, mais ainda.
          Sem contar que é esse o foco/medo de se criar uma IA, ela se desenvolver a ponto de adquirir traços de personalidade humana.

          • TN

            Eu revi o episodio, e não desmereço tudo feito pra deixar claro a importância de Root, mas com os ânimos menos aflorados, confesso esse é o Melhor episódio de POI, não acho q eles vão conseguir superar com os 3 últimos, pq pra mim ontem eles contaram tudo o q sempre quisemos saber, o grande segredo foi revelado, Finch consegue “Quebrar as Regras”, depois de tanto quebrar a Machine e Root, afinal ela mudou muito desde que o conheceu, ele foi o grande descontruido do show pra realmente mostrar até onde será capaz de ir usando o Deus que ele criou.

  • Esdras Dutra

    Ainda não sei o que comentar.
    Ainda não tenho palavras para expressar o quão chocado fiquei.
    Eu poderia falar muitas coisas, mas o Stephen conseguiu “resumir” meus sentimentos…
    E mais, vir comentar em reviews da Ana se tornou uma tarefa difícil, pq ela sempre diz tudo o que eu poderia falar e meus comentários ficam mais tipo “oh, concordo com tudo”.
    Então, hoje não é diferente.
    A dor de já se sentir órfão é grande demais, não sei o que falar.
    Já em luto.

    Só fico imaginando se: Aquela ligação da Machine/Root não foi pro Fusco. Que vai sobreviver à essa guerra…

    • Stephen Holder

      A ligação da Machine. Aquilo é uma mensagem de voz. Ninguém atendeu. É o que restará de POI para o caso de continuarem a série talvez um dia. É o que penso. O que vamos ver ainda é o momento em que a Machine irá transmiti-la. Tem muita gente esperando um final lindinho, aquele tipico final feliz. Isso não vai acontecer. O final lindinho já tivemos, todos lá em baixo da ponte. Agora o caldo vai ficar tão grosso, que uma minouria não vai conseguir baixar goela a baixo. Já começou com a morte da Root. E digo já, do Elias também. O que é diferente em ver nossos heróis morrendo é que nenhuma dessas morte será em vão. E não vou me surpreender se Root ainda aparecer nos próximos episódios. Se houver alguma luta virtual entre a Maquina e Samaritan, vamos ver Root, pois ela é o avatar da Machine! Vai, que no final apesar de tudo vamos ficar satisfeitos. POI nunca nos decepcionou!

      • Ana Carolina Nicolau

        Acabei de pensar nisso aqui! Você diz avatar como o molequinho do demo, o Gabriel? Só que nesse caso a Root teria que apanhar pra não mostrarem uma cena de violência contra criança haha

        • Stephen Holder

          Samaritan não está usando a voz do garoto. Acho mais fácil ela usar uma verão jovem do “pai” dela.

  • Stephen Holder

    Brilhante, brilhante, brilhante! Existe muitos episódios em POI de tirar o fôlego, mas esse decididamente foi de arrebentar qualquer nervo.

    Root foi brilhante, uma personagem forte demais, de um carisma incrível. Que conquistou mesmo nosso carinho.E foi de engolir em seco vê-la deitada sem vida. Saber que a Machine usará a voz dela, é como dizer que ela estará na luta, mesmo que simbólica, até o final!

    A morte de Elias me chocou mais, pois eu não esperava. Não daquela maneira.

    Mas o final, quando Finch disse que acabaria com o Samaritan, wow. Aquilo foi único, ver o Finch se transformar daquela maneira. Foram 100 episódios para enfim vermos o manco se erguer feito um gigante! Já tenho pena do Samaritan! Vai ter os códigos torrados! hahahahaha

    Mas, para a Machine ter soltado o CPF dele ela fez muitos cálculos (simulações)e por ventura previu a morte tanto de Elias quanto da Root. É tudo tão louco nessa série, e ao mesmo tempo tão lógico, que não me assusta se tudo aquilo que virmos durante toda essa temporada, ser uma versão longa de If-Then-Else! Cálculos e cálculos estratégicos de nossa amável Machine!

    E por último…no começo dessa temporada ouvimos a narração:

    “Se consegue ouvir isso, você está sozinho.A única coisa que restou é o som da minha voz. Eu não sei se algum de nós sobreviveu. Nós vencemos? Nós perdemos? Eu não sei. Nem tenho certeza se eu sei o que vitória significaria. Mas de qualquer forma acabou. Então deixe-me contar quem nós éramos. Deixe-me contar quem você é. E como revidamos.”

    Coisa cheia de enigmas. “A unica coisa que restou é o som da minha voz”. O que restou da Root foi a voz usada agora pela Maquina. Ou nessa guerra a Maquina também “morrerá” e deixará apenas uma mensagem?

    Quando a Maquina liga para Finch com a voz da Root, é claro a gente logo afirma que foi ela que disse isso. Mas, será mesmo? Então, ela se personificou? “Quem NÓS eramos” e quem é o “você”? Será que “você” é Control? ahahahahab Viajei sei! hahahahahah Tenho que lembrar de Control, não posso aceitar que Control estava entre aqueles mortos no túnel.

    Finch queria criar uma Maquina para ajudar o pai. Será que no fim será ele que ficará com um “amigo” para ajudar-lo a lembrar-se das coisas se tiver Alzheimer como o pai dele? Nossa, é muita viagem!

    • Ana Carolina Nicolau

      Essa tal de Control é tão famosa e querida de vocês que tô curiosíssima pra ver ela haha

      • Stephen Holder

        Ana, ela é tudo, menos querida! Mas a gente gosta dela do mesmo jeito!

      • Duda

        Eu nunca vi uma série com tanta mulher fodona que nem POI. Se tem uma coisa que ninguém pode falar é que a série é machista, porque eita mulherada poderosa nessa série hahahaha. E o melhor? Não tem homem machista também, repare só. Esses aí representam bem a nossa classe hahahaha.

      • Lee Santos

        Sobre a Control, já vi comentários em que os fãs da série acham que ela também, a exemplo da Shaw estaria passando por algumas simulações.

      • Lee Santos

        Estão dizendo por aí, comunidades POI afora, que no próximo episódio ela dá as caras. Isso desde a última vez que a vimos, com um saco enfiado na cabeça a mando do Greer,

    • Iago conceição grigorio

      cara, deixei passar isso. A voz que a máquina adotou e a narração do inicio da temporada. Deu vontade de já rever esta temporada, para descobrir o que mais deixei passar e de conectar ao episódio 100!
      Muito legal, trágico e triste também; esse seu raciocínio, a máquina ajudando Harold a reviver as memórias que ele esqueceu.