Review: ‘Person of Interest’ é a série perfeita para teorias da conspiração 'QSO' ainda coloca Root cada vez mais perto de Shaw.

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Críticas anteriores: 5.1 5.2 | 5.3 | 5.4 | 5.5 | 5.6

Comentários sobre o primeiro episódio de Person of Interest de ontem à noite porque ….- / .- .-.. .- .-. — / ..-. .. .-. . … A review de Reassortment estará no ar em algum momento dessa tarde.

Eu tomei alguns puxões de orelha por dizer na crítica de A More Perfect Union que Person of Interest estava desperdiçando a chance de não ser um procedural nessa última temporada. Como os dois episódios dessa terça foram também casos da semana*, vou dizer a meu favor que casos da semana não são o problema, o problema é quando os casos da semana estão limitados à semana. Ao contrário do último episódio, QSO funcionou perfeitamente como uma intrigante história fechada e ao mesmo tempo preparou o terreno para o grande salto que o Time Máquina precisava para trazer Shaw de novo para a jogada.

*Com a pressa da CBS em se livrar da série, são mais casos do dia e até da hora, mas enfim…

Essa é o tipo de série que vai sempre poder se aproveitar de teorias da conspiração sem parecer dar ideias para o completamente impossível. Talvez porque eu mesma seja um pouco conspiracionista, mas é verdade que interferências em ondas de rádio para o envio de mensagens codificadas têm quase a mesma idade do próprio rádio, e QSO adentrou o território do extraordinário com a força da plausibilidade totalmente ao seu lado. E colocar um veterano de 30 Rock, o comediante Scott Adsit para interpretar o âncora de Mysterious Transmissions e interagir comicamente com Amy Acker deu o toque perfeito de humor ao episódio. O caso termina numa nota triste (capaz que a Samaritan não estaria atenta a um programa de rádio sobre conspirações), mas a decisão de Max de contar a verdade foi corajosa e despertou o dilema do livre arbítrio entre Finch e a Máquina.

Estou altamente impressionada com a performance de Sarah Shahi, porque isso, minha gente, isso é um sorriso.

Estou altamente impressionada com a performance de Sarah Shahi, porque isso, minha gente, isso é um sorriso.

No outro lado das transmissões, PoI brincou de novo com a ideia das simulações, e a incapacidade de Shaw – e do público – de diferenciar o real da realidade virtual. Eu achei que refazer o twist de 6741 em A More Perfect Union foi um movimento apressado, mas é por causa dele que o twist em QSO funciona tão bem. Foi um plano inteligentíssimo da Samaritan fazer Shaw pensar que estava em outra simulação para que ela aceitasse matar a cientista, mas o problema é que a Samaritan tem capangas humanos, e humanos podem ser burros. Se a enfermeira não tivesse confirmado para Shaw que o trabalho de campo tinha sido real, a assassina treinada continuaria a ser um ativo valioso, mas a informação a coloca em modo suicida outra vez, até que ela ouve a mensagem codificada (e romântica?) de Root e decide escapar de qualquer jeito.

Enquanto todo mundo está sofrendo de ultra exposição de informações, a decisão de Finch e Reese de manter Fusco no escuro termina com o detetive cortando as ligações com o Time Máquina. Depois de tudo o que aconteceu com ele, a desculpa “é para seu bem” parece meio fraca, e foi bom ver ele tomar uma decisão racional, apesar de que sabemos que o dia em que ele descobrirá está chegando cada vez mais perto, e a recusa de Finch e Reese está se dissolvendo pela opinião de Root.

Agora minha metáfora está fechadinha: casos da semana como os de A More Perfect Union são como o Finch e Reese, querendo esconder de nós o que há de mais cruel na guerra entre as IA’s. Vocês, fãs de longa data de PoI, são Root, sabem que há mais para contar, mas estão confortáveis com pausas estratégicas para respirar. E eu, eu sou Fusco, eternamente perdida, louca para entender tudo de uma vez, sem tempo para coisas mundanas como pegar ar ou casamentos. Ok, depois dessa piada, vou pegar essa gelatina e sair.

Quem escreveu

Ana Carolina Nicolau
Uma caneca de café e um computador fazem meu mundo rodar. Criei o Take148 porque as consequências criativas da cafeína precisam ser compartilhadas. Eternamente dividida entre a televisão e o cinema. Também tem coisa minha lá no Séries do Momento. Tenho um diploma em Matemática, mas até agora ele só serviu pra me fazer parecer foda. Não que seja mentira.