Review: Aquele twist no finale de ‘Jane the Virgin’ foi pura genialidade Tudo estava indo muito bem com o casamento em 'Chapter Forty-Four'

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Comentários sobre o season finale de Jane the Virgin de ontem à noite porque eu reconheço uma cesta do sexo quando eu vejo uma…

Vivemos em uma era da tevê na qual virou clichê matar personagens para revivê-los depois. Nem preciso listar os exemplos mais recentes (alô, Jon?). Mas de todas as séries que o fizeram, provavelmente nenhuma tinha mais direito de fazê-lo do que Jane the Virgin. E ainda que nossos corações tenham saído um pouquinho machucados do final de Chapter Forty-Four, a decisão de matar Michael foi também uma decisão pela boa televisão.

Algumas semanas atrás, a Vulture publicou um artigo explicando porque Jane the Virgin provavelmente mataria Michael no season finale. Eu fiquei triste de ler e perceber que eles tinham razão, porque haviam evidências o suficiente. Então o mistério do finale se resumia a como Michael morreria, e isso foi de alguma forma um twist de gênio.

Jane the Virgin tenta se equilibrar entre vários gêneros. É uma comédia, é uma comédia romântica, é uma paródia das telenovelas, e é também uma telenovela. A série atinge sua melhor forma quando está sendo tudo isso de uma vez, brincando com as nossas expectativas sobre cada estilo. Chapter Forty-Four é todo sobre o casamento até aquele último momento. E o casamento é engraçado, lindo e romântico, mas passa por cima de todas as outras tramas da série. O narrador aponta isso na primeira cena, quando ele está lembrando o que aconteceu nas outras semanas (em outra jogada de gênio, Jane the Virgin incorporou totalmente a montagem inicial como parte essencial do episódio). Ele diz, com ar de quem esconde um segredo, que tem um milhão de coisas acontecendo em paralelo, mas nenhuma delas importa no dia do casamento.

Mas não seria Jane the Virgin, e nem uma telenovela, se tudo acontecesse como o esperado. Então na última sequência, o episódio condensa toda a carga de crimes, vingança, e, por que não?, melodrama, que resguardou durante o casamento. Em uma virada espetacular, descobrimos que Susanna era Rose (!), e que não era Rose quem morreu depois do tiro que levou de Susanna (!). Quando se trata de uma máfia de cirurgia plástica facil (e agora de máscaras!), tudo é permitido (!).

Isso soa como um truque barato? Sim. Soa como um choque para atrair audiência? Sim. Soa como ABSOLUTAMENTE IMPOSSÍVEL E LOUCO? Sim. Mas também soa mais como a telenovela que Jane the Virgin se propõe a ser do que tudo. E se em uma telenovela comum, um movimento como esse poderia ser um caminho sem volta para muitos espectadores, em uma série que está constantemente tirando sarro de si mesmo, funciona como um imã.

E o mais interessante é que não podemos ter certeza do destino de Michael. Podemos supor que ele não morreu de verdade, afinal, Jane é uma comédia e uma comédia romântica, e a série fez tudo para provar que Michael é o amor da vida de Jane. E também porque não é tão fácil assim matar alguém nas novelas. Um mero tirinho no peito esquerdo? Por favor! Então se ele sobreviver, que é o mais provável, teremos o clichê do morto ressuscitado completo (sem esquecer que ele acabou de ser usado com Rose!). Mas também porque tem partes de Jane que não são uma novela e sim uma crítica delas, a série sobreviveria caso Michael não sobrevivesse. Talvez com um pulo no tempo, talvez com algum outro truque na manga. Seria um pouco pesado demais para eu acreditar fielmente que vai ser feito, mas também seria inesperado, corajoso e inteligente. Inesperado, corajoso e inteligente: talvez não um clássico das telenovelas, mas um clássico Jane the Virgin.

Lista de tudo que temos que conversar antes da nova temporada:

– Jane, A Virgem, A Viúva. Pobre Jane.

– O twist da Anezka e Petra não faz sentido nenhum. Ainda. O que é mais intrigante. Como o plano se conecta com a mãe na cadeia? Como Rafael não percebeu? Como Anezka consegue transitar entre os sotaques tão bem? Mistérios…

– Então a Xiomara, que não queria ter filhos, vai ter um filho com o antagonista do cara que queria ter filhos com ela. Uau. Ou ela poderia fazer um aborto. Mas… “é uma novela”.

– A dança de Jane com Rogelio foi a coisa mais #Rogelio do mundo.

O que vocês acharam? Comenta aí embaixo!

Quem escreveu

Ana Carolina Nicolau
Uma caneca de café e um computador fazem meu mundo rodar. Criei o Take148 porque as consequências criativas da cafeína precisam ser compartilhadas. Eternamente dividida entre a televisão e o cinema. Também tem coisa minha lá no Séries do Momento. Tenho um diploma em Matemática, mas até agora ele só serviu pra me fazer parecer foda. Não que seja mentira.
  • Flávia Gonçalves

    Se a Jane e o Rafa não forem game over, paro de ver a série. N suporto o Michael.

    • Luana Marçal

      NEM EU! CARA, JANE E MICHAEL NÃO TEM TANTA QUÍMICA QUANTO ELA COM O RAFAEL

  • Flávia Gonçalves

    Se a jane N terminar com o Rafa, eu pago de ver. Não suporto do Michael.

  • Lisly Katelly

    Eu amo o Rafael, pra mim as melhores cenas românticas foram com ele, queria que o Michael morresse ou sumisse, para dar mais uma oportunidade pro Rafa. Amo Jane the Virgn <3

    • Riane

      Bem assim. Rafa e Jane <3

  • Katlen Alves

    Adoreei a dança também. Estou muito apreensiva pra 3º temporada, não quero que ele morra #teammichel, mas tudo pode acontecer.

  • Flávia

    Terminei o último episódio hoje, e meu coração doeu, não quero acreditar que Michael vai morrer. Eu sinto uma pontinha de vontade de ver Rafael e Jane juntos, mas no fundo no fundo acho que ela e Michael são mesmos feitos um para o outro, agora minha dúvida é, quando começa a 3ª temporada?

    • Stella Guerra

      Amei o seu comentário! Falou tudo o que penso! Apesar da pontinha de vontade que nos leva ao Rafael (e me pergunto se não é pena, pq em um triângulo sempre sai alguém machucado), o Michael é tão “da Jane” que precisa ser ele. Estou apavorada, preciso saber com quem ela fica no final.