Jogos Vorazes: A Esperança – O Final

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Jogos Vorazes: A Esperança – O Final, é baseado quase que fielmente na segunda metade do livro distópico “A Esperança” de Suzanne Collins. O filme chega aos cinemas mostrando o fim da atuação de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence), o jovem ícone rebelde do agora inexistente Distrito 12, contra o poderoso governo de Panem.

Declarada a guerra contra a própria guerra, a sequência da franquia está cheia de cenas de ação, suspense, olhares questionadores, dúvidas e silêncios. É como se as duas horas e meia passassem de modo tão natural que é possível até sentir as estações passarem à medida que os eventos evoluem.

Em O Final há espaço para o espectador sentir a dor das perdas de personagens amados, além de sentir na pele a insistência de um gato em busca de algo perdido para sempre. Há esperança no futuro em um epílogo de partir o coração e até mesmo os créditos trazem uma mensagem para o espectador. Para os mais atentos, “Deep In The Meadow” representa uma Katniss que já não existe mais, que tentava acalmar sua irmã caçula, Prim (Willow Shields), com uma canção; ou que acalentou a partida de uma importante e valiosa amiga durante os primeiros jogos.

Importante notar que JO Final, não só nele, mas como em Jogos Vorazes (2012), Jogos Vorazes: Em Chamas (2013) e Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (2014), contêm uma crítica política e social, por mais que ela esteja escondida sob a ótica adolescente das cenas românticas e de ação. Essa mensagem não está nas palavras, nos discursos pré-fabricados ou nas irritantes tentativas de fazer Katniss ser um marketing forte para a causa rebelde em algumas com foco no triângulo amoroso clichê entre Katniss, Peeta (Josh Hutcherson) e Gale (Liam Hemsworth) que se arrasta desde o primeiro filme da série. O filme está, acima de tudo, concentrado na habilidade de Katniss fazer sempre o inesperado para proteger amigos, família e até mesmo desconhecidos em um mundo feito para que as pessoas se curvem. Katniss é o Tordo, o símbolo da Revolução. Não pode ser controlada, e por isso, faz as coisas de seu jeito enquanto a luta explode em todo o país deixando mutilações, medos e pesadelos que nunca vão passar.

Panem e os 13 Distritos estão imersos em um governo que não tolera, onde o amor ao próximo inexiste e sobra dom para a destruição. Onde uma minoria explora e oprime uma maioria pobre para viver um alto padrão de vida. Um lugar onde pessoas não podem falar o que pensam, pois serão perseguidas e mortas de maneiras brutais. Uma realidade que usa programas de televisão para manipular a população e esconde a podridão de um sistema político corrupto e cheio de centralização de poder. Para os fãs, a saga Jogos Vorazes se despede deixando saudades e a sensação de que a realidade de Panem pode estar mais próxima do que imaginamos e que o amor é o maior motivo para uma revolução.

 

Quem escreveu

Alessandra Lino
Alessandra da casa Lino, Enésima de seu nome, Estudante de Engenharia de Computação, Senhora da chatice, Protetora dos gatos, Comedora de esfihas em dobro, Dona Autoproclamada da cadeira confortável da casa dela e Amante doente por animações que custa a acreditar que tem gente que acha que isso é só para crianças.
  • Alana Rocha

    Eu amei o filme apesar que CHOREI TANTO NA CENA DO BUTTERCUP QUE QUASE DESIDRATEI! E TB NA DOS BESTANTES. Gritei. Surtei.
    Pq? Pq?! 🙁
    E aquele epílogo foi simplesmente lindo! 😀
    Mas eu achei corrido, vc não achou?

  • Joamila Brito

    O que mais gostei foi da presidenta negra.