10 primeiras performances que convenceram a Academia

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Estamos felizes por Lupita Nyong’o!

O Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante foi para a queniana de 31 anos, por sua interpretação da escrava Patsie, em 12 Anos de Escravidão, de Steve McQueen. Sua performance incrível se torna ainda mais impressionante por ser sua primeira atuação em um longa. Antes, ela tinha participado do curta East River, em 2008, e de cinco episódios da minisérie Shunga, em 2009. E olha que legal: durante a premiação, o diretor Fernando Meirelles publicou em sua conta no Twitter que Lupita trabalhou como assistente de produção no set de O Jardineiro Fiel, drama de 2005 dirigido por ele. Nascia uma estrela?

Em sua homenagem, fomos atrás para saber de mais gente que foi recompensada com a maior honraria do cinema americano por seus primeiros papéis na telona. Alguns acabaram sendo esquecidos, outros viraram grandes nomes. Alguém tem dúvida do destino de Lupita Nyong’o?

Mercedes McCambridge, por A Grande Ilusão (1949)

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Orson Welles a chamou de “maior atriz de rádio do mundo”, mas foi com uma atuação na frente das câmeras Mercedes McCambridge chamou mais atenção. A Melhor Atriz Coadjuvante de 1949 foi indicada de novo na mesma categoria em 1956, mas não levou. Fato engraçado: honrando as origens radialistas, ela foi a voz de Pazuzu em O Exorcista.

Harold Russel, por Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946)

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Antes de interpretar o pirata somaliano em Capitão Phillips, o indicado a Melhor Ator Coadjuvante, Barkhad Abdi, era motorista de limusine. Já Harold Russel tinha um emprego muito mais diferente. O soldado tinha lutado na Segunda Guerra Mundial e perdido as duas mãos. Ele só teve sua chance no cinema porque apareceu em um documentário do próprio exército. Antes de receber o prêmio, mais cedo na noite, tinha ganhado um Oscar honorário por trazer esperança e coragem a outros veteranos da guerra, o que faz de Russel a única pessoa a receber duas estatuetas pela mesma performance. Uau.

Eva Marie Saint, por Sindicato dos Ladrões (1954)

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Antes de interpretar a femme fatale de Hitchcock em Intriga Internacional, Eva Marie Saint levou Melhor Atriz Coadjuvante por Sindicato dos Ladrões, no qual contracenava com Marlon Brando. Hoje ela tem 89 anos, e seu último papel foi em Superman – O Retorno, em 2006.

Barbra Streisand, por Funny Girl – Uma garota genial (1968)

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Streisand interpretava Funny Brice no teatro, e tinha até concorrido ao Tony quatro anos antes, sem sucesso. Depois de brilhar no Oscar de 1969, em 1970 ela finalmente recebeu seu Tony, por conjunto da obra.

Julie Andrews, por Mary Poppins (1964)

Andrews

Teoricamente, o drama Não Podes Comprar o Meu Amor foi gravado antes de Mary Poppins. Mas o filme só estreou um mês depois, o que valida o papel da babá mais querida do cinema como a primeira vez que Julie Andrews apareceu na telona. Ela recebeu mais duas indicações ao Oscar, por A Noviça Rebelde e por Victor ou Victória?, mas nunca mais ganhou.

Tatum O’Neal, por Lua de Papel (1973)

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Com apenas 10 anos, a menina prodígio Tatum O’Neal se tornou a pessoa mais jovem a ganhar um Oscar. O filme foi um sucesso, mas a carreira de O’Neal nunca decolou realmente, já que ela nunca mais teve a mesma notoriedade.

Haing S. Ngor, por Os Gritos do Silêncio (1984)

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O médico combojano Haing S. Ngor é o outro único ator não profissional, além de Russel, a ganhar um Oscar de atuação. Ele também é o outro único artista homem a ganhar o Oscar por sua primeira performance. Também é o único asiático a ganhar Melhor Ator Coadjuvante. Tantos diferenciais tornam sua trágica morte durante um assalto em 1996 mais triste ainda.

Marlee Marlin, por Filhos do Silêncio (1986)

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Outra que também fez história por sua idade. Aos 21 anos, Marlee Marlin foi a mais jovem a ganhar o prêmio de Melhor Atriz, recorde que ainda é seu. Ela também é única atriz surda a ganhar um Oscar.

Anna Paquin, por O Piano (1993)

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Paquin quase tomou o posto de Tatum O’Neal: ela tinha 11 anos quando recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Depois ela apareceu em uma série de filmes de sucesso e hoje faz parte do elenco de X-Men.

Jennifer Hudson, por Dreamgirls – Em Busca de um Sonho (2006)

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São poucos perdedores do American Idol que conseguem manter a fama depois de sair do programa, mas para Jennifer Hudson era só o começo. Ela foi a terceira negra a vencer por Melhor Atriz Coadjuvante e depois de seu Oscar, emplacou dois discos, além de continuar com a carreira de atriz.

Quem escreveu

Ana Carolina Nicolau
Uma caneca de café e um computador fazem meu mundo rodar. Criei o Take148 porque as consequências criativas da cafeína precisam ser compartilhadas. Eternamente dividida entre a televisão e o cinema. Tenho um diploma em Matemática, mas até agora ele só serviu pra me fazer parecer foda. Não que seja mentira.